segunda-feira, outubro 10, 2005

Coitadinho do Crocodilo

E pronto. Terminou o circo. Os actores recolhem às "roulottes", os aleijões e as bestas às jaulas. Por Gondomar, os boçais em suas casas festejam mais uma vitória do "Major". Ora o nosso querido "Major" aldrabão? Qual quê... Apenas foi expulso do exército Português por roubar! O único pecado dele é ir à missa muitas vezes! Veja-se que o candidato do PSD, partido que o Major Valentim Loureiro defendeu garbosamente até à pouco tempo, o acusou de ter desviado cerca de 3 milhões de euros, por especulação imobiliária, para o bolso dele e dos seus colaboradores. No discurso de vitória, Valentim, com os olhos aguados, e face rubra de excitação, criticava mais uma vez o líder do PSD, Marques Mendes, por não o ter aceite como candidato. Caro "Major", podes ter ganho a curto prazo, mas o pequenito Marques Mendes ganhou-te a médio/longo. Não vês tu que as pessoas com senso comum acham razoável que pessoas com processos em tribunal não se candidatem? A tua guarda pessoal, os 10.000 Imortais do Rei da Pérsia, aqueles que compraste com electrodomésticos no passado e agora, com corações em filigrana só te amam como uma prostituta ama o seu cliente. Quando estiveres vazio repudiam-te como um cão sarnento. A câmara de Gondomar como qualquer outra é notoriamente corrupta. Não há buraco nenhum que se abra sem que um Engº receba uns cobres. A parte do Diabo. E aí do empreiteiro que não dê qualquer coisita... Tem os fiscais todos os dias em cima dele... Dizia-me um professor meu, que calarei o nome por razões óbvias, que em certa freguesia de Gondomar foi a um almoço com o responsável local e com um empreiteiro a quem a obra do concurso público que ia abrir na semana seguinte foi "adjudicada"...

Afinal o amarantino...

AFINAL O AMARANTINO,
É ELEITOR COM MUITO TINO!

E pronto, com este slogan consolida-se uma pequena vitória da democracia e liberdade.

O eleitorado de Amarante soube ver o que se preparava para se instalar no seu concelho e soube rebatê-lo. O derrotado (ou melhor, o pincipal dos derrotados) atribuiu logo as culpas da derrota às "calúnias" veículadas pela comunicação social e às pressões da empresa Mota-Engil, que teria exercido poderes de lobby para impôr o PS no poder local.

Típico.

Nem seria de esperar que Avelino Ferreira Torres chamasse a si a responsabilidade da derrota, ou às suas acções passadas no exercício dos seus mandatos no Marco de Canavezes.

Quanto às outras autarquias "quentes" resta esperar para ver no que aquilo vai dar. Isto de votar em arquidos em processos de corrupção e semelhantes actividades ilícitas não me cheira bem... Custa-me ver pessoas com reputações manchadas a concorrer a cargos públicos antes de "limparem" o seu nome. E custa-me mais saber que muitas pessoas não se importam de lhes pôr nas mãos parte significativa do seu quotidiano.

E se houver condenações?

sábado, outubro 08, 2005

Informação

Serve o presente post para informar os leitores que hoje estamos encerrados para reflexão antes do acto eleitoral.
Amanhã é outra história!
Depois das eleições, está reaberto o espaço para desancar em quem de direito!

A Gerência.

P.S. (Post sciptum! - não vão julgar os leitores que ando a violar o dia de reflexão, e mesmo que andasse, não o violava para esse lado!), não me votem no Avelino, porra! Imploro-vos! Ponham os olhos nos americanos quando reelegeram o Bush e digam se foi bonito?! Ou nos espanhois quando elegeram o Aznar. Ou na SIC quando apresentou a Senhora Dona Lady. Ou no Sporting quando contratou o Peseiro...
É que há erros que são demasiado graves para desfazer!

quinta-feira, outubro 06, 2005

Desconfiança

O sufrágio confere à sociedade, numa democracia, o seu maior poder, a forma mais directa de guiar os seus destinos institucionais.
A abstenção é o fracasso puro e simples da democracia.
Desiludida como anda a turba, a abstenção tornou-se numa forma de demonstrar a sua insatisfação com a instituição democrática e os seus processos.
Uma insatisfação injusta, mal orientada e de memória curta.
Quase incompreensível numa democracia tão jovem, mas contudo explicável à luz da miséria e da ignorância, dois fantasmas do fascismo, dos quais ainda não nos libertámos por completo.
Vou ser directo: a libertação assenta, principalmente, na negação de um sistema bipartidário, bipolar, que se instalou depois do Verão Quente de 75.
O P.S. e o P.P.D. aproveitaram a ingenuidade libertária de uma democracia florescente, e tomaram nas suas mãos ávidas de poder, um País que parecia ter renascido em Abril. As mentiras “socialista” e “social-democrata”, completamente difusas das linhas práticas que estes dois partidos seguiram, anularam, enfim, o pluralismo pretendido.
Mais: as duas forças partidárias criaram monstros locais, sem qualquer sentido de democracia ou liberdade, como os que agora se mostram, impunes, sob o manto da corrupção autárquica.
Assim, chegamos à altura das eleições com um nível de desconfiança popular assente na tal insatisfação injusta, mal orientada e de memória curta.

Injusta porque desconfia da democracia, não reconhecendo as suas alternativas.
Mal orientada porque aponta para a abstenção.
De memória curta porque esquece a ditadura fascista.

Como tal, o eleitor abstém-se pois já não concebe o poder do seu voto como ferramenta de moldagem da sociedade, sendo que apenas configura um modelo bipartidário.
Isto apenas continua a favorecer o P.S. e o P.P.D., na sua sequiosa ganância de repartir o poder.
Será que vale a pena não ir votar só porque estamos insatisfeitos e desconfiados?
Eu, pelo contrário, considero muito mais relevante o acto eleitoral nestas condições. Votar é um acto de consciência.
Nada irá mudar pelo aumento da abstenção.
Por isso, sugiro aos eleitores que me lêem, que votem em consciência, mas que escolham pessoas diferentes, partidos diferentes. Que abalem os fundamentos inconstitucionais deste execrável sistema bipartidário.

terça-feira, outubro 04, 2005

Campanha

O meu amigo Slinkman pegou aqui num assunto muito interessante. Os slogans políticos de campanha. E referiu um caso concreto e muito preocupante. Amarante. Fontes locais informaram-me do surgimento de uns cartazes adulterados que introduziram uma alteração no nome da campanha de Avelino Ferreira Torres. Segundo o que me recordo a designação teria sido alterada de "Amar Amarante" para "Roubar Amarante". Não está mal. Eu proponho outra:

"Mamar em Amarante"

Podiamos ir mais longe. O assunto é extenso e tem pano para mangas, como o povo diz. Partilhem connosco os slogans que vos vierem à cabeça, quer sejam políticos comerciais ou sociais.

Revolucionemos a publicidade.

Divina providência

Pelos vistos só eu tenho sido contemplado com os maravilhosos comentários spam... Vou fazer o teste com este post escrito num PC diferente.

Se não for das máquinas, então muito provavelmente é castigo divino.

É justo.

Há gajos melhor comportados.

Votam PP, vão à missa, abstêm-se do sexo pré-marital, da bebida e outras coisas mais - meninos, não encarem isto como crítica, apenas como divergência de opinião.

Como costumo dizer, tudo o que é bom na vida ou faz mal ou é pecado.

Chiça, venha de lá o spam em catadupa, então...

segunda-feira, outubro 03, 2005

Se és bom amarantino...

SE ÉS BOM AMARANTINO,
NÃO VOTES NO AVELINO!

É o meu slogan de hoje.

Caramba, pessoal de Amarante (sei que pelo menos um costuma ler este humilde blog!), não permitam que a Democracia seja destruida no vosso Concelho!

É que esse Sr. Avelino é duma estirpe de verdugos que radicam a sua conduta no feudalismo...
Há quem lhes chame CACIQUES.

E quereis que as vossas conversas de café sejam registadas por bufos como se fazia no tempo da Velha Senhora e na actualidade no Marco de Canaveses?

Quereis ter uma Avenida Avelino Ferreira Torres?

Quereis a política de betão armado a destruír a beleza monumental da vossa cidade?

Pensem bem e votem em consciência. Não se abstenham. Nem que tenham que recorrer a essa coisa horrível na Democracia que é o voto útil!

Para grandes males, grandes remédios. Por isso:

SE ÉS BOM AMARANTINO,
NÃO VOTES NO AVELINO!

A crise, a crise... II

Saudações! Meu caro Horned_Dog, desculpa entrar no teu assunto das crónicas da cidade, mas o teu post vem a propósito com este. Ah! - vamos lá ver se recebo um comentário spam.
Hoje passei pela baixa do Porto e, além do triste vendedor de castanhas que já lá estava, havia também aquele ambiente de incêndios, o fumo, o cheiro a floresta carbonizada, a luz diáfana...
Em Outubro, veja-se.
Mais! - Na Praça dos Poveiros, já lá estava uma gigantesca decoração de Natal.
Sim, em Outubro, debaixo de uns amenos 26ºC (e foi um dia mais fresco hoje).
Será que o Mundo está perdido?
Hoje, em dia de eclipse.

domingo, outubro 02, 2005

O descaramento!!!

Há pouco tempo atrás manifestei aqui o meu descontentamento pelo spam que me ia parar à caixa de correio de um dos meus endereços de e-mail.

E não é que agora o ataque até já contempla os blogs!?!

Vejam o comentário ao meu post anterior...

Este mundo tá perdido!

Qual será o passo seguinte?

P.S: Mal este texto foi introduzido apareceu imediatamente um comentário spam ligado ao post... Vou ter de resolver isto!

sábado, outubro 01, 2005

A crise, a crise...

Nada ajuda a superar esta crise que o país atravessa. Principalmente a metereologia... Este ano corremos o risco de não ter o popular "Verão de São Martinho", mas sim Verão até ao São Martinho!

As vítimas, desta feita, vão ser os vendedores de castanhas, que habitualmente povoam as ruas das Baixas das nossas cidades. Não estou a ver grande procura para as castanhas assadas, quentinhas, em dias de 28.ºC!

O próximo passo é uma grande manisfestação de produtores de castanha e respectivos revendedores, a culpar o Governo... No Rossio ou em St.ª Catarina.