sexta-feira, julho 07, 2006
quinta-feira, julho 06, 2006
Ainda se pode chegar a terceiro
segunda-feira, junho 26, 2006
Notícias de Última Hora
sábado, junho 17, 2006
Grandes Chulos de Portugal
Deve-se ao papel. A princípio, pensei que estava a ficar ainda mais maluco - os suportes dos rolos de papel higiénico e de papel de cozinha estão a ficar maiores! Mas depois pensei que podia ser ao contrário: os rolos de papel estão a ficar mais estreitos!
Basta cortar um centímetro a cada rolo para se poupar milhões. Se cortarmos 1cm a 15 rolos de papel higiénico, dá para fazer mais um rolo. E os industriais aperceberam-se desta mina de ouro.
quarta-feira, junho 14, 2006
Scolari por uma vez tem razão
Portugal de Felipão na retranca, decepcionante!!!
Felipão teve razão em dar uma bronca em toda a equipe no intervalo. Afinal, os portugueses foram com muita sede ao pote e dava a impressão de que arrasariam os angolanos. De cara, Cristiano Ronaldo perdeu um gol. Na seqüência, Figo desceu pela esquerda, deu uma meia-lua no tal de Jamba e tocou para Pauleta abrir o placar.
Depois, os lusos pararam. Calçaram a chamada “chuteira Luís 15”, ou seja, cravos altos, e começaram a rebolar. Angola virou um leão e partiu buscando o empate. Embora ainda pratique um futebol inocente, principalmente na marcação, mostrou garra, raça e espírito de luta. O brasileiro Zé Calanga bateu e fora da área para o goleiro Ricardo pegar. Cristiano Ronaldo ainda acertou uma bola no travessão. Um horror!
Na etapa final, Portugal atrapalhou-se de vez. Não conseguiu criar uma oportunidade de gol sequer. Enquanto isso, Angola lutou demais. Faltou maior poder de finalização e até mesmo malícia para os africanos. Perder de pouco, foi uma vitória para os valentes angolanos.
E assim caminham o defensivismo e a mediocridade...
Dois dias depois, Scolari:
Scolari crítica comentadores
O seleccionador de Portugal reagiu duramente às críticas que recebeu de supostos comentadores sobre a vitória alcançada pela Selecção Nacional frente a Angola (1-0). Scolari lembrou que os comentadores «não sabem o que é uma bola» e que «nunca vão ser treinadores».
«Não sabem o que é uma bola, não sabem quantos gomos tem, não sabem quanto pesa, não sabem nada! E ficam lá, a dizer um monte de asneiras» disparou Scolari, em declarações ao gabinete de imprensa que tem no Brasil.
O seleccionador de Portugal relembra que em outras competições da UEFA e FIFA a Selecção Nacional não começou da melhor maneira: «Há dois anos, jogámos no Euro e perdemos o primeiro jogo. Há quatro anos, jogámos o primeiro jogo do Mundial e perdemos. Há seis anos, no Euro perdemos o primeiro. Quer dizer, ganhar 1-0 é ruim, perder é bom».
Para Scolari os comentadores deveriam apenas levar em conta se Portugal vence os jogos ou se perde: «Os comentadores que acham que é preciso jogar lindamente continuam a ser comentadores. Nunca vão ser treinadores.»
Para finalizar e a título de curiosidade o mesmo Chico Lang escreve isto em relação à vitória do Brasil sobre a Croácia:
Brasil faz lição de casa e despacha Croácia!!!
Uma estréia apenas discreta dos pentacampeões do planeta. Ronaldo Fenômeno acabou sendo trocado por Robinho. Alteração corajosa do técnico Carlos Alberto Parreira. Um torcedor croata invadiu o campo e fez um carnaval. Baita Zé Mané!!!
A lentidão na saída de bola e os passes errados, chegaram a irritar no primeiro tempo. O gol só tinha um jeito de sair: no talento dos jogadores, na ponta da chuteira do futebol moleque.
A coisa foi ficando complicada. Os croatas jogaram do meio-campo para trás, procurando fechar os espaços de Ronaldinho Gaúcho e Kaká, principalmente. Com isso, as laterais ficavam livres para o apóio. Roberto Carlos era mais perigoso do que Cafu.
Como Ronaldo Fenômeno e Adriano embolavam no ataque, a seleção brasileira ficava com poucas opções de criação. A Croácia, por sua vez, insistia em explorar as descidas de Cafu, com o atacante Prso. Já Kovac, o cérebro do time, disputou bola com Adriano e levou a pior: fraturou a costela.
E o Brasil criou várias oportunidades. Com Kaká e Roberto Carlos (duas vezes) de fora da área. Ronaldinho Gaúcho, solto em campo, bateu firme e o goleiro fez boa defesa tocando para escanteio. No último minuto, a beleza e a arte falaram mais alto. Cafu desceu pela direita; Kaká pediu a bola e, desta vez, bateu com efeito, abrindo o placar. Gol de craque.
Na etapa final, a Croácia voltou pressionando a saída de bola. Em compensação, abriam os flancos para as descidas rápidas de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo Fenômeno. No entanto, Prso passou por Juan e bateu cruzado, para defesa atrapalhada de Dida. Klasnic aproveitou rebote e chutou forte, de novo para boa defesa do goleiro brasileiro.
Para aliviar, boa troca de passes e Ronaldo Fenômeno quase faz o segundo gol. Na seqüência, Juan ameaçou. O Brasil, aos poucos, na base do toque de bola, ia segurando o ímpeto da Croácia. Ronaldinho, de cabeça, livre na área forçou grande defesa do goleiro.
Parreira, então, resolveu ousar. Sacou Fenômeno e colocou Robinho. Na primeira jogada do ex-santista, deixou Adriano frente a frente com o goleiro e bateu para fora. Deu azar. Valeram o placar e os três pontinhos.
Sem comentários não é? Eu por acaso vi o jogo e achei o Brasil paupérrimo... Mas aí valeram os três pontos... Portugal é que não... Esses deviam ter ganho por 5-0 a jogar sem defesas... Se quiserem insultar o Chico Lang façam o favor de usar o e-mail do próprio na Gazeta: bolasolta@gazetaesportiva.com.br.
sábado, junho 10, 2006
Feira do Livro, feira da tristeza
*- O livro de ouro é um conceito do Gene Wolfe que se refere basicamente aquele livro que lê-mos em crianças ou jovens que contribuiu mais para a nossa formação pessoal. É o livro que temos sempre presente.
terça-feira, junho 06, 2006
Futebolices I
segunda-feira, maio 29, 2006
Jack Welch
"Aquele que foi considerado o gestor do século XX pela revista ‘Fortune’, reuniu-se posteriormente com um conjunto de empresários portugueses e afirmou que “Portugal é visto no estrangeiro como um país em contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos”.
Correio da Manhã - 2006-05-27
"O norte-americano Jack Welch, antigo presidente-executivo da General Electric e reconhecido como o melhor gestor do séc. XX, entende que é «humilhante» a forma como Portugal é visto no estrangeiro."
"«Se compararmos o crescimento com o dos países da Europa do Leste, com a Irlanda ou Espanha , eu ficaria embaraçado com o desempenho económico português», afirmou."
TSF Online - 2006-05-26
Caro Sr. Welch, com respeito à sua já avançada idade vou-lhe poupar uns impropérios à bom português do Norte. De facto quando voltou aos aos seus queridos EUA, deve ter dito que de facto os portugueses são um país de atrasados - ora não é que lhe pagam para vir encher a mula e passear e ainda os insulta em casa deles? Fique pois sabendo que Portugal, e antes de se chamar Portugal, já está habituado a degradações e declínios, de senhores paternalistas, com ar bonacheirão como o senhor Welch. O facto é que nos por cá nos vamos aguentando. Veja-se, primeiro foi o convívio dos autóctones da península com a cultura de La Téne, os Celtas. Depois com Fenícios e com os Gregos. Depois com os Cartagineses e com os Romanos. Os Romanos ainda se aguentaram uma porrada de séculos, e do tão bem que fizeram alguns (Avé Quintus Sertorius!) outros devem estar ainda a pagar o sangue que fizeram jorrar (Servius Sulpicius Galba). O quê Sr. Welch? Estou a falar e coisas que aconteceram à muito? Deixe-me terminar por favor! Ora com a decadênvia inevitável de todos os impérios (leia-se bem) vieram as hordas semi-bárbaras de para além do Reno, cheios de fome de comida e das riquezas. Deram os Godos a machadada final no Império do Oeste em Adrianopla em 378 depois de Cristo, onde o próprio Imperador Valens pagou com a vida o desleixo e o deboche a que aqueles Romanos tardios se tinham acomodado. Já não eram os bravos povos do meio-dia, que levavam a cultura aos bárbaros, herdeiros da luz da Grécia. Os Visigodos, Alanos, Suevos e Vândalos dividiram entre si a Peninsula Ibérica, mas em 429 já só eram eles e os Suevos, no que é hoje o Norte de Portugal e a Galiza. Em 448 o rei Requila morre, deixando a coroa ao seu filho Requiário que se havia convertido ao catolicismo em 447. Havia ainda de ser o arianismo pagão fé oficial outra vez antes de o povo Suevo ser formalmente católico. Em 456 Requiário é derrotado e morre, pela mão de Teodorico II, rei dos Visigodos. Ainda assim os Suevos mantiveram a independência até 585, quando Andeca, o último rei, foi destronado por Leovigildo. O reino Visigodo por si só sobreviveu até 711, quando o último rei, Rodrigo, foi derrotado pelos Muçulmanos na batalha do Guadalete. Tal como Romanos antes de si, também os Visigodos, habituados já a uma vida sem guerras, haviam-se entregado a uma existência ébria, que em nada excitava o seu sangue guerreiro de outrora. Frente aos alfanges dos bravos bérberes de África, armados em cavalaria ligeira (qual antiga Númida!) os franquisques, as lanças e as formações rígidas de nada valeram. Vieram os muçulmanos como foice em campo de trigo atravessando as Colunas de Hércules. Só ficou no Norte, uma região livre liderada por um nobre Visigodo: Pelágio em Covandonga. Daí partiu o movimento conhecido como Reconquista. Em 868, o Conde Vímara Peres reconquista e governa uma região entre os rios Douro e Minho, chamada o condado de Portucale. Nessa altura crescem na Península outros reinos, fruto das antigas divisões Visigodas e das novos avanços na guerra contra o invasor africano. Em 1086 alistam-se a Afonso VI de Leão e Castela príncipes francos. Entre eles o Conde D. Henrique da Borgonha, fundador da futura monarquia portuguesa e pai de D. Afonso Henriques. Este proclama a independência do condado enquanto lavra uma guerra civil entre Leão e Castela. Portugal nasce formalmente (como lê, Sr. Welch, apenas formalmente!) a 24 de Junho de 1128, após a Batalha de S. Mamede. D. Afonso intitula-se primeiro Príncipe e depois em 1139, Rei. A Santa Sé reconhece o "novo" estado independente mas apenas o valida em 1179. Enquanto as conquistas avançam para o Sul, o território vai-se consolidando. A crise de sucessão com a morte de D. Fernando, entre 1383 e 85 é debelada com a vitória de Aljubarrota frente aos Castelhanos. É o início da Dinastia de Aviz. Vira-se então Portugal para o Mar. Desta época já sabe o Sr. Welch tudo: descobertas, expansão económica, multiculturalismo, etc. No século XVI começa o declínio da expansão - entre 1580 e 1640 Portugal é dominado pela Coroa Espanhola. Em 1738 inicia-se a época do Marquês de Pombal, que termina em 79. Em 1789 vem a Revolução Francesa. A subida ao trono de Napoleão em 1804. Em 1807 Portugal recusa-se a aceitar o Sistema Continental de embargo ao Reino Unido. O General Junot à frente do indubitavelmete melhor exército do mundo na altura tenta deitar a mão à família real mas esta foge para o Brasil. Após esta seguem-se mais duas invasões que são sustidas a custo, mas com bravura, pelos Aliados Ingleses, Espanhois e Portugueses. O Brasil declara-se independente em 1822 - após isso as guerras liberais opõem os liberais de D. Pedro, aos realistas de D. Miguel. Em Outubro de 1910 surge a República. Em 1926 surge a 2ª República, também conhecida como Estado Novo. Em 1974 o 25 de Abril e o início da 3ª República. Após isso é Cavaquismo e Guterrismo.
Já nem sei bem que lhe queria dizer Sr. Welch. Mas é assim que somos. A sua pátria de 200 anos se calhar devia aprender com alguns dos erros que cometemos (e fomos forçados a cometer!) durante estas eras.
quarta-feira, maio 24, 2006
Treta, muita treta.
domingo, maio 21, 2006
Castigo Divino
Extracto de uma notícia no site Portugalmail.pt:
"O Vaticano puniu, esta sexta-feira, o sacerdote mexicano Marcial Maciel, de 85 anos, acusado de pedofilia, que deverá abandonar todas as suas responsabilidades.
O senhor abusa das criancinhas e, como sanção, obrigam-no a parar de trabalhar! E como castigo (cruel, sem dúvida!), toca a rezar, para atenuar os pecaditos...
Porra, o que é que aconteceu às cargas de porrada, aos linchamentos?